PROJECTO PENSAR E AGIR EM COMUNIDADE
O projecto “ Pensar e Agir em Comunidade” é a aplicação local do plano
Municipal de Intervenção em Toxicodependências da Câmara Municipal de
Lisboa, na Junta de Freguesia da Ameixoeira.
OBJECTIVOS GERAIS
Consolidar a aquisição de novas competências sociais e pessoais,
integrando os diferentes níveis relacionais do grupo alvo-final: pais e
professores de forma a prevenir de uma forma mais consistente, a
exclusão social ou comportamentos desajustados (delinquência,
toxicodependências).
Trabalhar as competências sociais destes jovens, auxiliar no processo de
maturação de valores e na consciente tomada de decisões.
Dar resposta a situações críticas de crianças ou jovens em risco
psicossocial, que compreenda a família e as instituições envolvidas.
ÁREAS DE INTERVENÇÃO
:
Prevenir na
Escola
Apajo/ Gabinete
Clube de
Informática
Integração e
Acompanhamento de Estágios
Estabelecimento de Parcerias e Trabalho em Rede
PREVENIR NA ESCOLA
OBJECTIVOS GERAIS
-
Desenvolver competências
pessoais que sirvam de base à procura e manutenção de
determinados comportamentos; extrapolando-os
para contextos da sua vida diária escolar e familiar
-
Consciencializar o
professor para algumas necessidades dos seus alunos,
maximizando o seu papel na estimulação de algumas
competências.
-
Criar espaços de comunicação entre o projecto e os pais de
forma a permitir que haja uma maior integração e
entendimento por parte dos pais relativamente às eventuais
alterações comportamentais decorrentes das aprendizagens
efectuadas;
-
Criar espaços de partilha com o resto da comunidade escolar
através de actividades desenvolvidas e programas em conjunto
com as outras turmas de forma a que a escola valide, apoie,
estenda e sinta como sua, a alternativa educativa que
representa o “Prevenir na Escola”.
ACTIVIDADES
Programas bianuais de
intervenção ao nível das competências sociais, que decorrem durante o
ano lectivo, em sessões semanais com duração de 1 hora e 30 minutos. O
programa do “Prevenir na Escola” obedece a um modelo tripartido
de intervenção: o contexto turma, o contexto turma-escola, o contexto
escola-pais. Contém uma componente avaliativa dos efeitos decorrentes da
aplicação do programa. As actividades propostas no programa vêm no
sentido de dar resposta às vulnerabilidades que pensamos constituirem
factor de risco no desajustamento social, e portanto, sensíveis a
comportamentos aditivos.
O Programa
de Promoção de competências pessoais e sociais
actua
especificamente ao nível do contexto turma, através de sessões de
aplicação de metodologias lúdicas no sentido de optimizar aprendizagens
ao nível das várias áreas temáticas (comunicação interpessoal,
gestão de conflitos e resolução de problemas, assertividade, identidade
e auto-estima, satisfação/prazer e dor, violência e cooperação,
isolamento e participação) e sua extrapolação para outros contextos
relacionais (família, pares, professor).
Actividades
de implementação
como “Dias Especiais” (alunos), “Encontros com os pais” (pais),
“Encontros de formação” (professores) actuam preferencialmente ao nível
da relação turma-escola e escola-pais. São actividades que servem para
criar condições de aceitação e de compromisso para o programa, quer
junto do professor, dos alunos, quer da restante comunidade escolar:
Actividades de Avaliação
como por exemplo, sessões de aplicação de instrumentos de avaliação
(questionários), grupos de trabalho com os professores envolvidos no
projecto e trabalhos de grupo das turmas participantes, sobre as
actividades efectuadas, a serem expostos na escola.
OBJECTIVOS ESPECíFICOS
-
Desenvolver formas de estar, de ser e de actuar, que
privilegiem o aluno no espaço das aulas e no contexto de
turma; promover a sua positividade, apoiando a cooperação e
o respeito pelo próprio e pelo outro;
-
Desenvolver competências sociais do grupo (Comunicação
interpessoal, cooperação) e do indivíduo de acordo com as
necessidades ao nível da Assertividade, Gestão de Conflitos,
Auto conceito e Tomada de decisão;
-
Encontro de novas respostas relacionais que possam
constituir formas mais ajustadas aos seus objectivos
relacionais, no contexto das interacções sociais que
estabelecem;
-
Uma maior tomada de consciência das suas respostas ao nível
da comunicação verbal e não verbal e ao nível das suas
respostas relacionais usuais (agressiva, passiva,
assertiva), no contexto da sua relação com os outros (alunos
e professor, mas também familiares);
-
Uma aprendizagem de métodos para encontrar e realizar novas
respostas. (Isto passa por compreender situações, procurar
alternativas, antecipar consequências, escolha de
alternativa, e por avaliar os efeitos);
-
Uma modificação de determinadas cognições associadas a
comportamentos claramente agressivos ou inibidos (“só à
pancada é que se resolve”, “não sou capaz”);
-
Uma maior aceitação de uns em relação aos outros, criando
uma das condições fundamentais para prevenir o
desajustamento social.
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